segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Nossa Gy na capa da revista

A história da nossa Gy é capa da Revista Graffos, em Marau, cidade onde nasceu o projeto SALADA@. Ela conta que a trajetória, somada à história das raízes familiares, a levou para a Itália, a pátria da Enogastronomia onde hoje está cursando uma especialização em promoção e valorização de produtos agroalimentares. Foi quando começou a ter contato com os métodos de produção, valorização e divulgação dos produtos agroalimentares italianos, com a importância disso para o desenvolvimento econômico local através das cadeias produtivas e da exploração do turismo enogastronômico, que ela decidiu que era esse o caminho! 

Tudo isso harmonizado ao som da busca das raízes familiares da região do Veneto, à possibilidade de fazer de volta o caminho que fez seu bisavô Bortolo Dall'Agnol como centenas de imigrantes italianos no fim de 1800, início de 1.900. Baita satisfação ver essa história na Revista Graffos, de Marau, Rio Grande do Sul, Brasil - a eterna segunda casa da Gy! Impossível nominar a todos e colocar na matéria as inúmeras fotos de todas as pessoas e momentos de Marau, mas cada um com sua participação, faz parte dessa história! 

A entrevista completa está aqui.
:)




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Uma história de vinho e caramelo

“Vai dar oi para o tio”, dizia minha mãe enquanto andava para a fila da padaria.
Eu ia correndo, sem exitar, porque sabia que o meu tio Danilo (o “Pirata”, o “Dalanha”, do “Shopping Dall’Agnol”) estava sempre pronto para dizer “te dou” e abrir aquela porta mágica de onde ele sempre tirava um punhado de balas deliciosas. Era uma fonte inesgotável de balas. Eu tinha que dividir entre as minhas duas pequenas mãozinhas todas aquelas balas e saia correndo ao encontro da minha mãe, para mostrar. E por mais que hoje eu não seja uma consumidora frenética de balas, descobri uma que me ganhou.



A sensação das lembranças de infância me veio diretamente ao coração quando escutei a história. 
E eu fiquei pensando o quanto isso pode ser grandioso para o consumidor. É só uma bala, mas é um produto que conseguiu fazer uma grande inovação (porque ninguém até então tinha pensado nisso), dentro de um dos ícones da tradição italiana, do “life style made in Italy” – a terceira marca mais valiosa do mundo. E de forma simples, resgatando a simplicidade do gesto de uma pequena doação, de uma “coisa de vô”. Foi em Verona, capital italiana do Enoturismo para o mundo, que nasceu a bala “Tidó”, a primeira bala ao vinho “Amarone della Valpolicella DOCG”. Me conquistou!


Não só porque é gostosa, realmente. E preciso contar que foi assim: primeiro, a sensação do chocolate fondente que começou a se derreter na minha boca.  Em seguida, eu não sabia se começava a mastigar a bala, porque não queria que aquela sensação do chocolate derretendo-se terminasse. Me rendi e mordi. De repente, aquela “onda” de Amarone, um dos vinhos mais prestigiados (e caros) da Itália, se espalhou pela minha boca. Me envolveu com uma sensação inexplicável, uma emoção proporcionada por aquele recheio cremoso de sabor único, diretamente do coração da bala para todas as minhas terminações nervosas.


 Me ganhou sobretudo porque tem gostinho de infância, tem o carinho do “te dou”, gesto simples que traz a magnitude do “dar”, do “doar”, a simbologia de receber o amor de alguém através de uma doação. Desde o nome, “ti dó”, porque em dialeto veneto os avós ainda dizem “ti dono”, e levam sempre um punhado de balas no bolso para espalhar esse amor por aí.  Ou seja, não é uma bala, é um pedaço de uma longa história.




E a “cereja do bolo” é que esta bala é uma forma acessível de contar e levar para o mundo essa história, o território da Valpolicella, na região de Verona, e o seu astro, o Amarone. Foi a forma que a Alessandra brilhantemente encontrou de agregar (muito) valor a um produto simples (o que pode ser mais simples do que uma bala?), acessível (sem restrições de idade e de bolso) e que pode levar ao mundo um pedaço da história, dos agricultores, do território (uma bala qualquer um pode levar no avião). E o que pode ser mais gostoso do que ouvir “ti dó” quando alguém volta de uma viagem? 





quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Eataly - O fenômeno empresarial mais guloso do mundo!

O Eataly, uma das metas enogastronômicas de quem curte o lifestyle guloso italiano, está de aniversário neste ano. Comemorando 10 anos, está presente em várias cidades da Itália, no Brasil (para a nossa alegria) e em vários outros países. Tudo começou em janeiro de 2007 quando o empresário italiano Oscar Farinetti converteu uma fábrica de vermute fechada na primeira unidade do Eataly.  Localizada em Lingotto (Torino), tem fácil acesso para quem chega de metrô. O jornal “New York Times” descreveu como uma “megaloja” que combina elementos de feira em um supermercado tipo “Whole Foods”, uma praça de alimentação de alto nível e uma escola de cozinha.  


Essa espécie de supermercado que compreende uma variedade de restaurantes, padarias, artigos de varejo e escola de culinária é um sucesso empresarial, é um fenômeno mundial do “lifestyle gourmet made in Italy”, exportado para o mundo inteiro. (Lembrando que a marca “made in Italy” é a terceira mais valiosa do mundo”, somente atrás de Coca-Cola e Visa.) O nome “EAT” vem de comer e de “ITALY” em inglês, representando a “simples” ideia de reunir os melhores alimentos italianos sob um mesmo teto e levar essa qualidade para o mundo.


A minha primeira vez foi em 2015, no Eataly Firenze, com uma saladinha, claro. Além de Firenze, na Itália já estive no Eataly de Roma e de Bologna. Por este último tenho um carinho especial porque as meninas da Scuola Eataly Bologna, a Analisa e a Monica, são umas queridas. E para completar, o fornecedor de verduras e hortaliças (orgânicas) é brasileiro. Ou meio brasileiro e meio italiano. J Os pais do Federico são italianos e ele nasceu no Brasil, mas se mandou para a Itália há anos e lá criou a Orsi Vigneto San Vito.it, uma propriedade linda que fica pertinho de Bologna.


Meu amigo Diogo Moreschi me levou até o Federico para conhecer a propriedade onde produz as verduras e hortaliças (orgânicas) que são vendidas no Eataly Bologna (além de vinhos orgânicos). Ele me contou que quando começou a produção de orgânicos/biodinâmicos fornecia para alguns restaurantes, mas não deu muito certo, porque a produção de orgânicos respeita a estação. O cardápio de um restaurante que usa produtos orgânicos deve ser variável. Muda a estação, muda o cardápio. Ou seja, abobrinha dá na primavera-verão, não adianta colocar prato com abobrinha no outono-inverno. E a filosofia do novo restaurante "Stagioni" do Eataly Bologna é fornecer aos seus clientes alimentos de estação, que são sempre mais saborosos e potencialmente nutritivos, além de mais baratos. Foi aí que deu certo este “casamento” entre a Orsi Vigneto San Vito e o Eataly, que seguem felizes, fazendo felizes os clientes do Eataly. 


À parte do meu carinho pelo Eataly Bologna, é claro que o Eataly do Brasil é o maior orgulho! E como o Eataly é um lugar para comer, beber e aprender, foi lá, na Scuola do Eataly BR em São Paulo onde eu estreei com o Projeto SALADA@ na capital paulista em 2016. Foi um baita orgulho, porque o Eataly de SP está entre os destinos preferidos das viagens gastronômicas à capital paulista. A Scuola Eataly  oferece permanentemente cursos  para quem quer se aprimorar na cozinha ou somente se divertir! Antes de aterrar em São Paulo, dê uma conferida nos horários e na programação de cursos da Scuola Eataly BR.


Eu já declarei: Sou Eatalyano! E você?


Auguuuuri, Eataly!

#ProjetoSalada #SaladasDaGy